O macabro relato acima não é de nenhum campo de concentração hitlerista ou de Pol Pot. Aconteceu em 18 de setembro de 1973, no Chile, sete dias depois do golpe que derrubou Salvador Allende. Quem o narra é uma mulher chamada Joan Jara. O cadáver que ela reconheceu é o de seu marido, o cantor, compositor e teatrólogo Victor Jara, uma das mais notórias vítimas, entre as centenas assassinadas e torturadas no Estádio Nacional, transformado em prisão pelo militares golpistas. Jara tinha o peito crivado de balas e uma ferida aberta no abdômen. Ao contrário do que se conta, ele não teve as mãos cortadas. Os pulsos é que foram quebrados. Victor Jara está para Pinochet assim como Garcia Lorca para Franco.
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B:)liana {K:30945} 9/11/2003
Wow.. divine colors and capture. full moon. great work.